Traqueobronquite infecciosa canina: causa, tratamento e prevenção

Empresa

Syntec

Data de Publicação

04/03/2020

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Você deve conhecer a traqueobronquite infecciosa canina como Tosse dos Canis, ou Gripe Canina, pois se assemelha muito com a gripe humana. Sabe aquela gripe que causa uma tosse que mal te deixa dormir de noite? Acontece algo parecido com o cão. 

A traqueobronquite infecciosa canina é uma doença do trato respiratório de caráter contagioso, e seu principal sintoma é uma tosse seca e alta que normalmente vem após momentos de excitação ou exercício físico. A bactéria Bordetella bronchiseptica e o vírus da parainfluenza canina são os principais causadores da doença, mas nem sempre são os únicos, podendo ser acompanhados de múltiplos agentes e ter outros vírus e bactérias associados. 

Ocorrência da Tosse dos Canis 

A traqueobronquite infecciosa acomete cães no mundo todo, e é uma das doenças infecciosas com maior prevalência em cães. Não discrimina a idade, podendo afetar cães a partir de 2 semanas de vida, sendo os filhotes e os idosos os mais afetados. Tem de caráter sazonal com maior incidência no inverno. 

Normalmente, os animais mais acometidos são aqueles que têm maior contato com outros cães, seja em canis, hotéis, pet shops, mas pode também afetar animais mantidos em domicílio. 

Sinais clínicos da Tosse dos Canis 

Dentre os sintomas mais comuns da Tosse dos Canis destacam-se tosse seca frequente de início agudo que piora com o exercício. Junto com a tosse, pode ser observado mímica de vômito e expectoração de muco. O estado geral do animal varia pouco mantendo suas condições corporais e de comportamento normais. Geralmente, o cão não apresenta hipertermia, e continua se alimentando. Pode ou não apresentar rinite, secreção nasal, ocular mucóide ou mucopurulenta. Algumas vezes, doenças oportunistas podem estar envolvidas, o que pode trazer febre, letargia, dispneia inspiratória e vômito1, depressão, anorexia, desidratação e secreção nasal2. A infecção pode alcançar os pulmões causando pneumonias, broncopneumonias, e até mesmo levar à óbito. A forma severa deve ser diferenciada da cinomose e pode ser fatal em cães jovens. Podem ser observadas tonsilite, rinite e conjuntivite3,4

Diagnóstico da traqueobronquite infecciosa canina 

O diagnóstico da Traqueobronquite Infecciosa Canina é baseado em uma anamnese minuciosa, principalmente sobre a rotina do animal e dos ambientes que ele costuma frequentar, histórico clínico, exame físico, exames laboratoriais e de imagem, e muitas vezes através do diagnóstico-terapêutico. 

Além de observar o estado geral em que o paciente se encontra e de aferir os parâmetros físicos do animal, é comum o médico veterinário realizar o teste de palpação da traqueia. Este teste é importante para observar o reflexo da tosse, que auxilia o veterinário a identificar o tipo de tosse que está acometendo o animal. 

Alguns exames laboratoriais tais como: hemograma, swab de cavidade nasal e oral, culturas bacterianas da secreção da aspiração transtraqueal, lavagem traqueal ou broncoalveolar, ou “swabs” estéreis do epitélio traqueal5,6 e PCR são úteis no diagnóstico. O veterinário poderá pedir também uma radiografia de tórax para avaliar se o animal tem algum comprometimento pulmonar, como pneumonias, por exemplo. 

Embora muitos dos exames citados acima possam ajudar com o diagnóstico, nem sempre são necessários, já que em casos mais brandos é difícil de se observar alterações laboratoriais e de imagem. 

Uma ótima opção nesses casos é o diagnóstico-terapêutico, em que o veterinário prescreve alguns medicamentos suporte para o animal, e reavalia o quadro clínico no retorno. Se o animal não apresentar nenhuma melhora, então o veterinário poderá pedir exames mais específicos para realizar um diagnóstico diferencial. 

Normalmente a Traqueobronquite Infecciosa se diferencia de outras doenças por ser muito contagiosa, pelo período de incubação de 3 a 10 dias7 e pela baixa gravidade na maioria dos casos. 

Prevenção da Tosse dos Canis 

A Traqueobronquite Infecciosa Canina pode ser prevenida basicamente de 3 maneiras. A principal é a vacinação, que produz anticorpos específicos para os dois possíveis causadores da doença: Bordetella bronchiseptica e o vírus da parainfluenza canina. Evitar levar o pet em locais com muitos animais juntos reduz as chances de contágio. Manter o animal saudável, com uma alimentação de qualidade e com visitas frequentes ao médico veterinário também irá contribuir com a prevenção desta afecção. 

Tratamento da traqueobronquite infecciosa canina 

A Tosse dos Canis é uma doença auto limitante, ou seja, em casos mais brandos, o animal consegue se curar sozinho dentro de 4 dias a 3 semanas, sem a intervenção do médico veterinário. Em todo caso, além do fato da tosse ser muito incômoda para o animal, a doença ainda pode evoluir para algo mais preocupante. Os cães que possuem sinais persistentes por mais de 2 semanas devem ser avaliados para complicações secundárias ou para a reavaliação do diagnóstico8. 

Não existe tratamento específico para a Traqueobronquite, mas é dado um tratamento suporte para o bem estar do animal. O veterinário pode optar ou não pelo uso de antibióticos, corticoides, broncodilatadores, antitussígenos e mucolíticos. 

Antibiótico: 

Existem estudos que afirmam que o uso de antibióticos para Tosse dos Canis mesmo em casos mais brandos é justificado, isso porque a antibioticoterapia pode diminuir a duração da tosse, além de proteger as vias aéreas inferiores dos animais contra possíveis infecções oportunistas9,10,11. 

Já em casos mais severos, em que o animal tenha quadros de broncopneumonias bacterianas, é indispensável o uso de antibióticos no tratamento. 

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Além da sua conhecida ação contra a Erliquiose Canina, Doxitec® é indicado para uma variedade de infecções extracelulares e intracelulares, inclusive respiratórias. 

É importante lembrar que cada caso deve ser avaliado individualmente por um médico veterinário. Em nenhuma hipótese é recomendada a medicação sem a avaliação deste profissional. 

Referências 

  1. MORAL, C. M. Avaliação dos fatores de risco da traqueobronquite infecciosa - Dissertação para obtenção do grau de mestre em medicina veterinária no curso de mestrado integrado em medicina veterinária conferido pela universidade lusófona de humanidades e Tecnologia. Lisboa, 2014.
  2. CARMEN S. Enfermedades Infeciosas del Perro y del Gato, Temis Network,S.L; Barcelona, 2001.
  3. FERNANDES S.C. & COUTINHO S.D.A., Traqueobronquite infecciosa canina - revisão. Revista do Instituto de Ciência da Saúde, v.22 n.4, 279-285 2004
  4. SWANGO L.J., et al, In: Ettinger SJ, Feldman EC. Tratado de medicina interna veterinária – moléstias do cão e do gato. São Paulo: Manole; 1997. v.1, p.582-4.
  5. APPEL M., et al, Canine infectious tracheobronchitis short review: kennel cough. In: Appel M. Virus infections of carnivores. Amsterdam: Elsevier, p. 201-11, 1987.
  6. HAWKINS E.C., Afecções do sistema respiratório inferior. In: Ettinger SJ, Feldman EC. Tratado de medicina interna veterinária – moléstias do cão e do gato. São Paulo: Manole, v.1, p.1080-142, 1997
  7. THURSFIELD M.V., et al, A field investigation of kennel cough: efficacy of different treatments. J Small Anim Pract, v.32 n.9 p.455-9, 1991.
  8. FORD RB. Infectious tracheobronchitis. In: Bonagura JD. Kirk’s current veterinary therapy XII, small animal practice. Philadelphia: Saunders; p. 905-8, 1995.
  9. VADEN S.L., et all, Empiric antibiotic therapy. In: Bonagura JD. Kirk’s current veterinary therapy XII – small animal practice. Philadelphia: Saunders; p. 276-80, 1995.
  10. FERNANDES S.C., Traqueobronquite infecciosa canina – revisão, Rev Inst Ciênc Saúde, v.22, n.4, p.279-85, 2004.